POR QUE SAIR DE SUA CONCHA? Why go out of his shell... : 無料・フリー素材/写真
POR QUE SAIR DE SUA CONCHA? Why go out of his shell... / jonycunha
| ライセンス | クリエイティブ・コモンズ 表示-継承 2.1 |
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| 説明 | Uma intensa meditação sobre a concha, não se permite seguir as seduções das belezas exteriores, que, em geral, incomodam a meditação da intimidade. Voltando-se para o íntimo, percebe-se na concha-casa um verdadeiro tesouro potencial de devaneios. Vazia, a concha se torna o refúgio de todos os devaneios. Inabitada, a casa sugere mundos de imaginação.Ora, o habitante da concha espanta. Contrapondo-se à constituição de sua casa, rígida, segura, sólida, o molusco, por sua vez, ordena-se na fragilidade de uma existência perene; é um ser vulnerável, dependente da casa como fonte de sua segurança. Aceitando pequenos espantos como esses – um ser frágil habitando o interior de uma concha-castelo – autorizamos nos espantar em outros níveis, agora mais intensos.Reduzindo-se à interioridade de uma concha, voltamo-nos para o interior de uma casa onírica, onde todas as possibilidades coexistem unidas; prontas para serem liberadas ao sabor de nossa imaginação. Nisso, torna-se a concha o lócus donde brota a realidade, sendo que essa, por sua vez, nasce do irreal. Não se sabe o que pode sair do interior da casa. Como resguardo de toda a força vital de seu habitante, a concha se torna, simultaneamente, a garantia e a gênese de sua existência. Diante disso, dois verbos parecem ser fundamentais, a saber: entrar e sair. A princípio, apresentamos a proposta de um adentrar ou entrar no interior da concha, para dali proferirmos o discurso.Na concha, o molusco pode tanto sair quanto entrar, na medida de suas necessidades. Não significa, pois, uma prisão donde não se possa sair. Trata-se de um ser libertado, mas que possui na casa sua referência de proteção. Também nós, como o molusco, somos projetados para dentro e para fora de nossa casa. “O complexo de medo e de curiosidade que acompanha toda primeira ação sobre o mundo”, torna-se, ao mesmo tempo, nosso propulsor e nosso resguardante em nossa relação com o próprio mundo. Muitas vezes, “queríamos ver e temos medo de ver.”Ora, na quietude da concha, o ser prepara sua saída. “O ser que se esconde, o ser que entra na concha, prepara uma saída.” (Ibidem. p. 182) Diante disso, encontramos um ensinamento grandioso. A figura da casa é a que melhor pode ilustrar o processo de construção de nossa condição de seres projetados para o mundo. Para nos compormos, nos recolhemos no interior da concha-casa. Diante de um perigo, nos abrigamos no regaço de sua proteção. Contudo, não se trata de um vão refugiar-se, desprovido da capacidade de sair. Uma vez protegidos, resguardados e sanados, estamos propensos ao lançar-se rumo à exterioridade. A figura do recolher-se na concha torna-se semelhante à do ninho, que num primeiro momento se ocupa com o cuidar e proteger dos filhotes, dando-lhes a posterior garantia para sua independência.O interessante em notar é que, ao contrário de nossa casa, a concha do caracol é um tipo de casa que se adéqua ao seu morador. Não é o habitante que deve se adequar à casa. A concha-casa cresce na mesma medida que seu hóspede. Na medida em que crescem nossas experiências oníricas, cresce também o espaço de nossa casa interior. Tal crescimento chega ao ponto de encontrarmos, dentro da concha, um vasto mundo interior, distinto daquele que o espera do lado de fora. Nessa interioridade, somos formados e projetados para o mundo. Como percebemos, “os caracóis constroem uma pequena casa que carregam consigo. Assim, o caracol está sempre em casa seja qual for a terra para onde viaje.” Também nós temos a necessidade de estar sempre em casa, mesmo que em terras estrangeiras. Tomar posse de nossa interioridade significa estar sempre em casa. O caracol sempre tem sua casa consigo; sempre encontra um meio para nela se retrair. A figura da concha como referência ao voltar-se para dentro, atua em nós como alusão à nossa própria interioridade.BACHELARD, Gaston. A Poética do espaço. Tradução de Remberto Francisco Kuhnen, Antônio da Costa Leal, Lídia do Valle Santos Leal. – São Paulo: Nova Cultural, 1988. – (Coleção Os Pensadores) |
| 撮影日 | 2010-10-29 18:51:50 |
| 撮影者 | jonycunha , Itapeúna, Brasil |
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| 撮影地 | Itapeúna, São Paulo, Brasil 地図 |
| カメラ | NIKON D5000 , NIKON CORPORATION |
| 露出 | 0.008 sec (1/125) |
| 開放F値 | f/5.6 |
| 焦点距離 | 48 mm |

